Falando em investir

Por Cintia Frankfurt

Em 2019, eu trabalhava numa grande empresa. Tinha carreira, salário bom, estabilidade. E, mesmo assim, uma vozinha dentro de mim insistia que faltava alguma coisa.

Eu queria migrar para o marketing digital dentro da própria empresa, mas não havia vaga. Então fiz o que toda mulher determinada faz no meio de uma rotina já lotada: criei um projeto paralelo, digital e só meu! Um blog para falar de investimentos do jeito que eu gostaria que alguém tivesse me explicado, simples e sem jargão.

Por que investimentos? Porque eu vivia cercada de gente que ganhava muito bem e, mesmo assim, deixava o dinheiro parado na poupança. Dava um aperto ver tanto potencial sendo desperdiçado. E tem um detalhe: eu mesma ainda estava aprendendo. Isso acabou virando a minha vantagem, porque as minhas dúvidas eram exatamente as mesmas de quem ia ler. Para dar conta do recado, contei com um parceiro incrível, que trabalhava no mercado financeiro. Eu levava as minhas perguntas, ele me explicava e eu escrevia do jeito simples que tinha acabado de entender.

Achei que ia arrasar. Spoiler: não arrasei. Já existiam milhares de conteúdos sobre o assunto, feitos por bancos, corretoras e equipes inteiras. Faltou aquela famosa pesquisa de mercado, que eu simplesmente pulei. Mas, olhando agora, ainda bem! Se eu tivesse feito, talvez nem tivesse começado, e hoje eu não estaria aqui.

Pouco depois, fui demitida. De uma hora para a outra, eu estava sem emprego, com filhos, com casa, com a vida acontecendo do lado de fora e com um projeto que precisava se reinventar. Dessa vez, fiz a pesquisa de mercado direitinho. Passei meses conversando com mulheres, tentando entender o que elas realmente precisavam quando o assunto era dinheiro. E foi aí que entendi o que de fato faltava: as pessoas não precisavam de mais conteúdo na internet, precisavam de orientação individual, feita para a vida real. Para mulheres comuns, com rotinas comuns, e não só para quem tem fortuna. Esse tipo de atendimento existia para milionários. Para todo mundo, não.

Então eu fui lá e criei. Estudei, tirei as certificações para atuar de forma legal e responsável (CNPI e consultora de valores mobiliários registrada na CVM) e fui construindo minha base de clientes, uma conversa de cada vez. Em 2022, nasceu a Falando em Investir. De lá para cá, já orientei mais de R$ 80 milhões em patrimônio, virei colunista do Bora Investir, da B3, e tenho a companhia de uma comunidade de 32,5 mil pessoas no Instagram.

Sigo por um motivo que nunca mudou, só que hoje enxergo um problema maior: não é só dinheiro parado na poupança, é dinheiro investido sem estratégia, em produtos ruins indicados por quem ganha comissão em cima deles. Mulheres com um potencial de investimento muito maior do que imaginam merecem uma orientação isenta e de verdade.

 

Se você quer parar de adiar essa conversa com o seu dinheiro, me chama. Vai ser um prazer conversar com você.

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